terça-feira, setembro 12, 2006

"Vou-lhe dar uma beijoca"

8 Comments:

Anonymous ricardo n said...

As "beijocas" entre estes senhores não me surpreendem. Cheira-me que quando o Veiga sair do poleiro já deve ter uma reserva no Four Seasons do Marquês da Fronteira (vulgo Estabelecimento Prisional de Lisboa).

12/9/06 11:34 da manhã  
Blogger Pedro Reis said...

Só mesmo os líricos adeptos do Benfica para acharem que o seu Duo Vieira e Veiga é mais honesto que o PdC...

12/9/06 12:09 da tarde  
Anonymous Mafia vemelha said...

LOOOOOOLLLLLLLLL!!!!!!!!!

Veiga apanhado nas escutas a pedir favores a Valentim
12.09.2006 - 08h04 : Tânia Laranjo, (PÚBLICO)

José Veiga, actual director-geral do Benfica e, em 2004, o maior accionista da SAD do Estoril, foi outra das figuras do futebol português a ser apanhada nas escutas do Apito Dourado.

O dirigente desportivo foi interceptado em pelo menos duas conversas telefónicas com Valentim Loureiro, à data presidente da Liga de Clubes. Foi em Março de 2004 e o objectivo do ex-empresário de jogadores com licença da FIFA era conseguir que a interdição do estádio do Marco de Canaveses coincidisse com o jogo do Estoril Praia. Veiga queria evitar que a sua equipa se deslocasse a um terreno tradicionalmente difícil e facilitar assim a tão almejada pontuação que nesse mesmo ano lhe viria a possibilitar a subida ao principal escalão do futebol.

Antes desse jogo, que aconteceu a 28 de Março de 2004 e em que o Estoril ganhou por 3-2 ao Marco de Canaveses, José Veiga fez dois telefonemas a Valentim Loureiro. No primeiro pediu que o estádio do Marco fosse interditado. A possibilidade tinha sido aberta devido ao incidente ocorrido cerca de um mês antes (quando Avelino Ferreira Torres pontapeou as placas de publicidade e cadeiras do recinto, ameaçando ainda o árbitro) e José Veiga pretendia então que a interdição coincidisse com o jogo da sua equipa.

Valentim Loureiro ainda tentou que o dirigente do Estoril falasse directamente com Gomes da Silva, então presidente da Comissão Disciplinar da Liga de Clubes, ou que utilizasse a sua influência através dos jornais. "Pressiona-os", aconselhou o presidente da Liga, acabando por aceder, mais tarde, a dirigir ele próprio o pedido ao juiz desembargador Gomes da Silva. "Eu falo com o gajo", prometeu.

Dias depois, Veiga conheceu a decisão da Liga. O estádio do Marco havia sido interditado por dois jogos e a equipa teria de ir jogar em campo alheio, quando recebesse o Estoril Praia. E não se esqueceu de agradecer a ajuda de Valentim Loureiro. "Vou-lhe dar uma beijoca", brincou Veiga, ao que Valentim respondeu: "Se não fosse eu...".

Constituído arguido na sequência das escutas

Ainda na sequência da mesma interdição, o Marco teve de ir jogar a casa emprestada. E o curioso é que acabou por ser o Boavista, clube dirigido pelo filho de Valentim Loureiro, a ceder o campo. Marco e Estoril defrontaram-se no Bessa a contar para a 28.ª jornada e a vitória dos canarinhos permitiu ao clube da Linha reforçar a liderança, passando a ter 11 pontos sobre o quarto classificado.

Os relatos da altura mostram também que a arbitragem do jogo foi polémica. O Estoril marcou primeiro, o Marco empatou. O "caso" do jogo aconteceu quando, pouco antes do intervalo, o árbitro perdoou um segundo cartão amarelo a um jogador do Estoril que, no tempo de compensação e ainda antes da paragem do jogo, fez o passe para o segundo golo dos estorilistas. Nos primeiros minutos da segunda parte, o Estoril aumentou para 3-1 de penálti, mas não existe nos jornais da época qualquer referência ao castigo máximo. O primeior golo do Estoril também foi por autogolo do Marco.

O árbitro desse jogo foi João Ferreira, o mesmo que esteve envolvido nas escutas noticiadas a semana passada pelo PÚBLICO, como tendo sido aceite por Luís Filipe Vieira para arbitrar as meias-finais da Taça de Portugal, na época 2003-2004.

Na sequência destas e de outras escutas, José Veiga foi interrogado e constituído arguido no processo Apito Dourado, tendo sido extraídas pelo menos duas certidões para o Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa.

O PÚBLICO sabe que não foi feita qualquer outra diligência, embora o arquivamento pareça ser o caminho mais provável. É que, paralelamente, foram extraídas certidões das mesmas escutas, que foram enviadas para o Supremo Tribunal de Justiça. O alvo da investigação era, nesse caso, Gomes da Silva, juiz desembargador no Tribunal da Relação de Guimarães, mas o Ministério Público considerou que as conversas telefónicas não eram suficientes para o indiciar por qualquer crime.

Gomes da Silva viu ainda ser arquivados dois casos que envolviam o clube liderado por Pinto da Costa. Diziam respeito à punição de José Mourinho pelo alegado rasgão da camisola de Rui Jorge, do Sporting, e à eventual pressão dos azuis e brancos para castigar Deco de forma mais branda, depois daquele ter lançado a chuteira contra o árbitro Paulo Paraty, no jogo Boavista-FC Porto.

Ontem, o PÚBLICO tentou ouvir Valentim Loureiro e José Veiga sobre as referidas escutas, mas ambos os dirigentes se mantiveram incontactáveis durante todo o dia. O PÚBLICO tentou ainda contactar o assessor de imprensa do Benfica, que igualmente não respondeu aos nossos contactos telefónicos.

12/9/06 12:18 da tarde  
Blogger Aníbal Letra said...

E o homem, num Benfica-Porto disse que não pagava champanhe! Ele trata tudo à "Beijoca"... até o Valentim!

12/9/06 12:41 da tarde  
Blogger Pedro Reis said...

Temos q ir à bruxa !!!

Raul Meireles lesiona-se com alguma gravidade (?) e não é opção para o jogo com o CSKA e o Marek Cech teve febre e não treinou e não se sabe se estará apto para amanhã.

12/9/06 1:13 da tarde  
Blogger bLuE bOy said...

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12/9/06 2:51 da tarde  
Blogger bLuE bOy said...

Paneleiragens à boa maneira galinácea... digo eu... eheheh
aKeLe aBrAçO
http://bibo-porto-carago.blogspot.com/

12/9/06 2:52 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

A reputação do nosso futebol está a cair todos os dias. O mais impressionante é a constatar que as pessoas falam c/ juizes desembregadores como se falasse c/ qq gajo lá do café p/ pedir um cigarro. O futebol está mau mas o que dizer da justiça e de que lá trabalha.

12/9/06 3:40 da tarde  

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