quinta-feira, outubro 12, 2006

Ídolos de Outrora - Pavão

Nasceu em Chaves no ano de 1947. O seu nome completo era Fernando Pascoal das Neves, mas desde cedo lhe puseram a alcunha “Pavão”, porque fintava os adversários com os braços abertos. Deu os primeiros passos no Desportivo local mas ainda com idade de Júnior, António Feliciano, viu nele um talento e levou-o para as Antas. Corria então o ano de 1964.
A chamada à equipa principal do F.C.Porto não tardou, chegando com o tempo a capitão e assumindo-se como a estrela da companhia, facto que só perdeu com a contratação do fantástico Cubillas. Pavão era um ídolo para maior parte dos portistas!
Diz quem o viu jogar que era um jogador genial dotado de uma visão de jogo impressionante e que só o facto de vestir de azul e branco o impediu de atingir uma maior dimensão a nível da Selecção Nacional de futebol.

No dia 16 de Dezembro de 1973, o F.C.Porto recebia o Vitória de Setúbal, equipa treinada por Pedroto, para a 13ª jornada do campeonato. Aos 13 minutos de jogo, quando o FêCêPê já ganhava e as bancadas estavam em festa já que o Vitória era uma das melhores equipas do campeonato, Pavão faz uma abertura para Oliveira e cai inanimado.
Segundo rezam os relatos, ninguém, à excepção do médico do clube, Dr. José Santana, se apercebeu imediatamente da gravidade da situação. O jogador foi transportado de urgência para o hospital onde todas as tentativas para o reanimar não são bem sucedidas. O jogo prosseguiu com informações difusas surgindo via rádio, colocando os portistas presentes no estádio com uma dor no coração. Ao intervalo, aos altifalantes do estádio, apelava-se à calma indicando uma indisposição como razão da ida de Pavão ao hospital. Não se tem a certeza se no início da segunda-parte os jogadores já saberiam do facto consumado, mas o facto é que o jogo decorreu num clima esquisito.
No final do encontro, alguém falou ao estádio através dos altifalantes e confirmou a morte de Pavão. Diz quem lá esteve que foram momentos de arrepiar quando um silêncio sepulcral tomou conta de milhares de pessoas ao mesmo tempo que jogadores e técnicos procuravam consolo no colega mais próximo!
Foi com toda a certeza, o dia mais triste do Estádio das Antas e um dia que muitos portistas não esquecerão!

4 Comments:

Anonymous Kinkas said...

Excelente Aníbal!

A tua iniciativa de trazer á memória alguns dos nossos antigos craques é salutar.

Não conheci o Pavão, mas já tinha ouvido falar dele. Até hoje permanece um símbolo Portista.

Saudações Portistas

12/10/06 5:00 da tarde  
Anonymous kostadinov said...

E hoje a sua memória continua bem presente no chão da area circundante ao dragão, onde a sua medalha é uma das 25 (?) que simbolizam as personagens / momentos mais importantes da historia do clube.

12/10/06 5:56 da tarde  
Blogger ricciardi_7 said...

Excelente post. Já agora , o que é feito da estátua em sua memória que estava junto ao Estádio das Antas?

12/10/06 9:48 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

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14/10/06 10:32 da tarde  

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